Sobre amores e garrafas vazias de vinho.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Limites não calculáveis ...


“O cálido suspirar próximo ao ouvido dele foi decisivo para a entrega completa.
Aquele rosto emoldurado pelos cabelos negros se voltaram uma última vez para encará-lo docemente.
 Ele sabia que não resistiria, desde o começo.
Agora não havia mais saída, e nem ele mesmo queria isso. Era tão estranho ele se deixar levar. Esse pensamento não durou mais do que meros milésimos de segundo até se dissolver na certeza de que ele havia encontrado a criatura mais perfeita da face da terra... estou sendo tomado por uma Deusa, foi o que pensou.
Os olhos outrora de um castanho, do sedutor desconhecido passaram para um vermelho vivo, e mais uma vez ela sugou a vida de uma jovem que cedeu aos seus encantos.
Ela lambeu vagarosamente os lábios tingidos de vermelho, apreciando o que restava do banquete que acabara de devorar com prazer, deitou o jovem na grama e saiu a passos lentos admirando a solenidade daquele momento que nunca deixava de ter sua beleza mesmo depois de tanto tempo.
Não sei por que muitos vêem o grotesco neste simples gesto de entrega que os corpos fazem.
Sou grato a ela, pensou o Jovem com um meio sorriso no canto dos lábios.”
 

4 comentários:

MaJuH disse...

Fico impressionada a cada texto seu.
E quando penso que não podes fazer mais nada...vc me surpreende com novas atitudes!
Não te recrimido, apenas acho muito, muito belo !!!
^^

Karla Hack dos Santos disse...

Só para demonstrar a intensidade do seu ser...
Assim é que nascem as palavras deste texto... pura intensidade!

;D

Mara disse...

Palavras quase palpáveis! Adorei seus textos!

http://folheandolife.blogspot.com/

Guilherme Navarro disse...

Excelente blog! Vou te seguir. Postagem primorosa, você tem futuro.